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Nos primeiros meses de 1936, chegou a adoecer; os médicos diagnosticaram apenas cansaço: por vezes, pregava dez horas por dia. O clero de quase todas as dioceses espanholas escutou a sua pregação; os bispos chamavam-no e ele percorria o país, à sua própria custa – nos comboios daquele tempo –, sem outra paga além da amorosa obrigação de falar de Deus. […] As homilias recolhidas neste volume percorrem todo o ano litúrgico, desde o Advento até à festa de Cristo Rei. […] estão cheias [da] vinculação das preocupações comuns e, por isso, totalmente humanas, à transcendência de Deus. Os textos distanciam-se – serenamente, sem polémicas – daquelas visões esquizofrénicas que fundamentam a santidade num equilíbrio instável de uma vida dupla: a vida normal e a vida espiritual.
Mas também rejeitam a tentação de espiritualizar de tal modo o que é humano que ele fique privado da sua complexidade própria, daquilo a que Mons. Escrivá de Balaguer chama o “risco da liberdade”: “Na linha do horizonte, parece que o céu e a terra estão unidos. Mas não, meus filhos; onde realmente estão unidos é no vosso coração, quando viveis santamente o dia a dia”».
Em 1923 matriculou-se no curso de Direito Civil na Universidade de Saragoça. Ordenado Diácono em 20 de dezembro de 1924, recebeu o Presbiterado a 28 de março de 1925. No dia 2 de outubro de 1928, S. Josemaria Escrivá fundou o Opus Dei. Em 1934 foi nomeado Reitor do Patronato de Santa Isabel. No decorrer da guerra civil espanhola exerceu o seu ministério sacerdotal em Madrid, e seguidamente em Burgos. Em 1946, deixou a sua residência em Roma, onde permaneceu até ao fim da sua vida. S. Josemaria Escrivá de Balaguer foi Consultor da Comissão Pontifícia para a interpretação autêntica do Código de Direito Canónico e da Sagrada Congregação de Seminários e Universidades; Prelado de Honra de Sua Santidade, e Académico «ad honorem» da Pontifícia Academia Romana de Teologia. Foi também Grão-Chanceler das Universidades de Navarra (Pamplona, Espanha) e Piura (Peru).
S. Josemaria Escrivá faleceu no dia 26 de junho de 1975. S. João Paulo II procedeu à Beatificação de S. Josemaria Escrivá no dia 17 de maio de 1992 e posteriormente, a 6 de outubro de 2002 à sua Canonização. Entre os seus escritos publicados, contam-se livros de espiritualidade que foram traduzidos para numerosas línguas: Caminho, Santo Rosário, Cristo que passa, Amigos de Deus, Via Sacra, Sulco e Forja.