Título: Deus ou nada. Entrevista sobre a Fé
Autor: Robert Sarah
Ano de edição ou reimpressão: 2016
Editora: Lucerna
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 344
Peso: 478g
ISBN: 9789898809261
Nesta fascinante entrevista autobiográfica, Robert Sarah, um dos mais desassombrados cardeais da Igreja Católica, dá um testemunho ímpar da sua fé e comenta muitos dos acontecimentos, desafios e controvérsias das últimas décadas. A missão da Igreja, a alegria do Evangelho, os Papas, o mundo moderno, África e o Ocidente, a moral, a verdade, o mal e Deus - sempre - são alguns dos temas que o cardeal aborda com grandes clareza e sabedoria O cardeal Robert Sarah nasceu e passou a sua infância na Guiné-Conacri, no seio de uma família coniagui. Inspirados no exemplo dos missionários espiritanos, que tanto se sacrificaram para levar a fé católica até à sua aldeia remota, os seus pais converteram-se ao catolicismo. Robert fez o discernimento da sua vocação para o sacerdócio e entrou para o seminário muito novo mas, devido à perseguição movida contra a Igreja pelo Governo ditatorial de Sékou Touré, um dos mais sanguinários de África, prosseguiu os seus estudos longe da terra natal, em França e no vizinho Senegal. Licenciado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, doutorou-se depois em Sagrada Escritura pelo Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém.
Em 1979, aos 34 anos de idade, Robert Sarah tornou-se o bispo mais novo da Igreja Católica, quando João Paulo II o incumbiu de presidir ao arcebispado de Conacri. O seu antecessor tinha sido preso pelo Governo marxista da Guiné, que o manteve detido durante vários anos. Quando o arcebispo Sarah correu o risco de ser assassinado, em virtude da sua luta enérgica e corajosa pela liberdade dos Guineenses, João Paulo II chamou-o a desempenhar, em Roma, as funções de secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. Em 2010, o Papa Bento XVI nomeou-o cardeal e escolheu-o para prefeito do Pontifício Conselho Cor Unum. Em 2014, o Papa Francisco nomeou-o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
Toda a vida de Robert Sarah, o menino do mato que se tornou cardeal, foi sendo construída sobre a rocha da fé, a defesa da verdade, a humildade, a simplicidade e a coragem, e decorreu como uma espécie de milagre, uma sucessão de momentos que parecem impossíveis sem a intervenção do Céu.
Robert Sarah
Robert Sarah nasceu em Ourous, na arquidiocese de Conakry, na Guiné, em 15 de junho de 1945. Ordenado sacerdote em 20 de julho de 1969, foi depois enviado a Roma, onde obteve o mestrado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.
Em Roma enriqueceu sua formação cultural no Pontifício Instituto Bíblico, aprofundando-a, em seguida, com um período de estudos no Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém. De volta à pátria, foi pároco e depois reitor do seminário menor de Kindia. Nomeado arcebispo de Conakry em 13 de agosto de 1979, foi consagrado em 8 de dezembro do mesmo ano. Em seguida, foi administrador apostólico de Kankan, presidente da Conferência Episcopal da Guiné e presidente da Conferência Episcopal Regional da África Ocidental Francófona (Cerao).
Em outubro de 2001 foi nomeado secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, ofício que desenvolveu por nove anos, até 7 de outubro de 2010, quando Bento XVI o designou presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”. Foi criado cardeal por Bento XVI no consistório de 20 de novembro de 2010.