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A dor do corpo desafia toda a normalidade da existência. Dispara as perguntas pelo sentido e pelo sem-sentido da vida, ao mesmo tempo que alenta os empenhos de variadíssimos saberes.
Contudo, apenas a filosofia fenomenológica se propõe a uma compreensão radical do sofrimento na carne, a partir de uma atenção renovada à experiência na primeira pessoa. Trata-se de deixar falar o fenómeno vivido também quando a experiência humana se torna, tantas vezes, um clamor insuportável.
A obra que o leitor tem em mãos dialoga com os contributos mais destacados deste século XXI para enriquecer as descrições teóricas das situações de dor; do mesmo modo, esforça-se por aprofundar as estruturas gerais que estão implicadas nesta experiência perturbadora e primordial: intimidade espaçosa da carne; passividade da afeção, que sobrevém e se sobrepõe ao eu; notícia do mal, ou melhor, «maleamento» da própria sensibilidade do vivente.
Nasceu em Madrid no ano de 1960. Doutorou-se em Filosofia na Universidade Complutense sob a orientação de Miguel García-Baró. Dedicou a sua vida profissional à investigação, à tradução e à docência. Desde o ano de 1999, é cientista titular no Instituto de Filosofia do CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas) e, desde a sua fundação, professor na Escola de Filosofia de Madrid. De 2006 a 2012, desempenhou o cargo de Presidente da Sociedade Espanhola de Fenomenologia.
Entre as suas publicações, destacam-se as seguintes obras:
Fenomenologia transcendental e ontologia (1990)
A precisão do corpo. Análise filosófica da pontaria (2007)
Introdução a Hannah Arendt (2016)
Passeio filosófico em Madrid. Introdução a Husserl (2016)
Arendt e Espanha (2023)