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Categorias: Livros, Magistério
Em cada geração, renova-se a responsabilidade de moldar a história como espaço de dignidade, justiça e fraternidade. Contudo, sobre o nosso tempo paira também o risco de uma sociedade cada vez mais marcada pela desumanização, pelo domínio da técnica e pela perda do sentido da pessoa humana. É precisamente neste contexto que os cristãos voltam o olhar para Cristo, certos de que «o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente».
Na Carta Encíclica Magnifica Humanitas, o Papa Leão XIV dirige-se à humanidade num momento de profundas transformações culturais, sociais e tecnológicas, marcado pelo avanço da inteligência artificial e pelos novos desafios éticos do mundo contemporâneo. Inspirando-se na tradição viva da Doutrina Social da Igreja e no legado da Rerum novarum, o Santo Padre reafirma a dignidade inviolável da pessoa humana e recorda que o verdadeiro progresso só é autêntico quando colocado ao serviço da vida, da liberdade e do bem comum.
Com lucidez pastoral e profundidade espiritual, esta Encíclica propõe um diálogo fecundo entre fé, ciência e cultura, alertando para os perigos de uma civilização dominada pelo controlo, pela lógica da eficiência e pela redução do ser humano a mero instrumento tecnológico. Mais do que um documento sobre inteligência artificial, Magnifica Humanitas é um apelo universal à consciência moral da humanidade, convidando crentes e não crentes a redescobrir a centralidade da pessoa humana, o valor da fraternidade e a urgência de uma ética capaz de orientar o futuro da civilização digital.
Num mundo em rápida transformação, o Papa Leão XIV recorda que somente em Jesus Cristo o ser humano encontra a plenitude da sua vocação, da sua liberdade e da sua esperança.
Robert Prevost (nome de batismo) nasceu em Chicago e ingressou em 1977 na Ordem de Santo Agostinho, depois de ter cursado Matemática. Pouco depois de se doutorar em Direito Canónico pelo Angelicum, em Roma, partiu como missionário para o Peru, onde permaneceu durante uma década.
Em 2001 foi eleito prior-geral da sua Ordem, cargo que ocupou até 2013. Regressou depois ao Peru, sendo nomeado bispo de Chiclayo em 2015. Em 2023 foi chamado a Roma para servir como prefeito do Dicastério para os Bispos; no mesmo ano, foi feito cardeal pelo papa Francisco, ao qual agora sucede na Sé de Pedro.