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A vida religiosa constrói-se e amadurece de crise em crise e de conversão em conversão. Por vezes surgem novas intuições que pretendem ser faróis orientadores, mas que acabam por revelar-se apenas reações voluntaristas e oportunistas: tentam salvar a vida religiosa, mas correm o risco de obscurecer ou mesmo enterrar o Evangelho. O nosso tempo exige, por isso, que abandonemos visões marcadas pela raiva, pelo cansaço e pelo medo, para viver a vocação e a missão com alegria, audácia e autenticidade.
Entre o conforto e o esforço, emergem hoje duas visões da vida religiosa que se tornam perigosamente caricaturais. Torna-se, então, essencial redescobrir a dinâmica de um verdadeiro coração a coração, conscientes de que a vida fraterna constitui o ecossistema vital e sustentável dos religiosos.
É a partir deste ponto que somos chamados a “passar para a outra margem”, como Jesus tantas vezes exortou os seus discípulos: escutar a sua voz e deixar-nos conduzir por uma mobilidade carismática ousada, fiel ao Evangelho e aberta aos desafios do presente.
Aos dezessete anos ingressou na Ordem dos Franciscanos Conventuais em Pádua, Itália, onde recebeu a formação religiosa, que viria a completar no Instituto Católico de Toulouse. Foi ordenado sacerdote a 10 de setembro de 1994 e enviado para França, onde foi Superior Provincial e Superior do Convento de São Maximiliano Kolbe em Lourdes. Foi delegado episcopal para a proteção de menores e adultos vulneráveis da diocese de Tarbes e Lourdes.
O Papa Francisco, a 11 de maio de 2021, nomeou-o Bispo de Ajaccio, na Córsega.
Em 2022 o Papa Francisco ofereceu uma cópia deste livro aos sacerdotes presentes na Missa Crismal na Basílica de são Pedro.