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Próprio da liturgia das horas de Braga

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Categorias: Livros, Liturgia

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Título: Próprio da liturgia das horas de Braga
Autor: Arquidiocese de Braga
Ano de edição ou reimpressão: 2026
Editora: Arquidiocese de Braga
Idioma: Português
Dimensões: 115 x 175 x 15 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 146
Peso: 210g
ISBN: 9789895336111
A Igreja escolheu a expressão de Liturgia das Horas, para designar a sua oração pública e comunitária. A Liturgia das Horas é uma forma de celebrar o mistério pascal de Cristo na vida quotidiana. É o que guia e inspira a Liturgia das Horas, qual sacrifício espiritual e grande cântico de louvor que a Igreja eleva a Deus «como incenso» . A sacramentalidade da Liturgia das Horas é exatamente a celebração do mistério pascal de Cristo no tempo, através das horas. 

Um monge beneditino bracarense, D. António Coelho, afirmou em 1926, nas origens do chamado Movimento Litúrgico em Portugal: «A Liturgia é a vida da Igreja», ou melhor, «a Liturgia da Igreja é a música – prelúdio da sinfonia da glória; é poesia. E que sublime e variada poesia! (...) «A Liturgia é o cantar da Igreja. Sacudida pelo Sopro inspirador de Deus, a Igreja estremece, vibra, solta, envoltas em fórmulas e gestos que impressionam os sentidos exteriores do homem, as vozes interiores do Espírito». 

Recentemente o Papa Leão XIV testemunhou: «Bem sabemos que a formação litúrgica é um dos temas centrais de todo o percurso conciliar e pós-conciliar. Foram dados muitos passos em frente, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Não nos cansemos: retomemos com entusiasmo as boas iniciativas que a reforma suscitou e, ao mesmo tempo, procuremos novos caminhos e novos métodos» . A formação para a Liturgia e a formação pela Liturgia de hoje é lugar do encontro com Jesus Cristo e, simultaneamente, lugar de missão.

Por isso, a «formação para a liturgia, com efeito, não se reduz a ensinar como se celebra, mas sobretudo a compreender a teologia da celebração, o que se celebra, o porquê e o para que se celebra na Liturgia. Educar liturgicamente é uma iniciação às orações e às atitudes fundamentais da celebração, isto é, à linguagem e ao simbolismo do louvor, da escuta, da ritualidade, do canto e do silêncio» .
O Documento final “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” (n. 27) apela: «O aprofundamento da ligação entre liturgia e sinodalidade ajudará todas as comunidades cristãs, na pluriformidade das suas culturas e tradições, a adotar estilos celebrativos que manifestem o rosto de uma Igreja sinodal».

Gostaria de convidar as comunidades paroquiais a descobrirem a beleza da Liturgia das Horas, por exemplo nas riquezas da piedade popular dos tríduos e das novenas de preparação paras as festas da Virgem Santa Maria e dos santos, tão peculiares na nossa Arquidiocese. 

Na Sé Primaz, além do Tríduo Pascal, rezam-se as Vésperas II ao Domingo, como sinal da Ecclesia Orans que é a Igreja Arquidiocesana. Celebrar com arte e com alma é o primeiro discernimento da criatividade. A Igreja diz-se a si mesma no bem celebrar a Liturgia.

Sé Primaz, 2 de abril de 2026, 
Missa Crismal e Missa Vespertina da Ceia do Senhor.