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Categorias: Livros, História/Biografias
A única operação de relevo que encontrareis é a escolha de agrupar essas pérolas de santidade por temas ascéticos, de vida interior, de vida de piedade, para tornar mais fácil a consulta. Escolhi espaçar os escritos em frases curtas, algumas lapidares e incisivas (segundo o seu estilo), para restituir ao homem de hoje, com imediação, o vigor e a profundidade das suas palavras que, como dardos, penetram no coração e na inteligência do leitor e provocam aquilo a que o Papa Bento XVI chamou a «cisão nuclear que o ser leva no seu íntimo», referindo-se ao ato de amor de Jesus que Se doa totalmente a nós no sacrifício da Cruz, renovado de forma incruenta na Santa Missa, transformando a violência em amor e por conseguinte a morte em vida.»
Claudio Aurelio Marcellino, na «Introdução»
Desde muito jovem, demonstrou profunda piedade e inclinação à vida espiritual, ingressando na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos aos 15 anos. Ordenado sacerdote em 1910, logo se destacou pela intensidade de sua vida de oração, pelo espírito penitente e pela entrega radical a Cristo. Em 1918, recebeu os estigmas da Paixão de Cristo, tornando-se o primeiro sacerdote estigmatizado da história da Igreja, o que despertou grande devoção popular, mas também muitas investigações da parte das autoridades eclesiásticas.
Ainda em vida, tornou-se objeto de veneração mundial devido a seus inúmeros carismas e dons espirituais, como a bilocação, a leitura de consciências, a levitação, a cura de enfermos e o fenômeno místico conhecido como "perfume de santidade". Passava longas horas no confessionário, tornando-se guia espiritual de milhares de fiéis que buscavam sua intercessão e conselho.
Após sua morte em 1968, a fama de santidade do Padre Pio aumentou bastante, e sua sepultura tornou-se um dos principais destinos de peregrinação na Itália. Sua memória litúrgica é celebrada em 23 de setembro.